segunda-feira, 26 de maio de 2014

LeArq no CONINTER e na SAB Sul


Recordando, o LeArq estará presente em eventos no Brasil (vejo o post LeArq nos eventos pelo Brasil)

Divulgamos então os GTs (Grupos de Trabalhos) e Simpósios que integrantes do grupo propuseram e/ou enviaram resumos para apresentação de seus trabalhos.

GT no 3º CONINTER

GT: Cultura Material e Patrimônio Cultural

Coordenadores:
Dione da Rocha Bandeira (Universidade da Região de Joinville);
Simonne Teixeira (Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro)
Dr. Diego Ribeiro - Universidade Federal de Pelotas;
Dra. Claudia Parellada - Museu Paranaense.
Dra. Paula Aparecida Martins Borges Bastos - Instituto Federal Fluminense/Campos

Resumo:
A noção de cultura material é heterogênea e matizada, e está presente em inúmeros estudos de diversos campos do conhecimento disciplinares como a história, a arqueologia, a antropologia, a arquitetura, a museologia, o design, entre outras. O estudo da cultura material entendida como o segmento do universo físico, que é socialmente apropriado pelo homem, permite a produção de conhecimentos sobre o modo de vida de sociedades de todos os tempos e lugares por que resistem ao passar dos anos. Além de informarem diretamente aspectos dos domínios tecnológicos das sociedades, estão sempre carregados de sentidos, de significados próprios de uma cultura. Também por resistirem são reapropriados e resignificados, passando a figurar nas vitrines de museus, em antiquários ou como patrimônio cultural. Por tudo isso, os objetos devem ser visto como produtos e produtores do comportamento humano. A proposta do GT é reunir pesquisadores de diferentes disciplinas que possam contribuir com novas abordagens teórico-metodológicas rumo à perspectiva interdisciplinar, no exame da cultura material.

SIMPÓSIOS NA SAB SUL 2014

Simpósio 2: Arqueologia e Paisagem: Definições, Método e Práticas no Estudo Arqueológico
Coordenadores:
-MSc. Samir Alexandre Rocha.
-MSc. Beatriz Ramos da Costa.
Resumo:
O termo paisagem tem como característica o fato de sua construção, que é presente e atual, possuir definições conflitivas devido a uma multiplicidade de áreas com as quais mantém relação. Tais conflitos são frutos da sua restrição inicial enquanto significado e pelos usos que a palavra possui no cotidiano da sociedade, o que gera debates quanto à sua imprecisão e polissemia. O uso do termo paisagem em pesquisas nas diversas áreas da ciência vem ocorrendo, em alguns casos, de forma indiscriminada e reflexões conceituais são sempre bem-vindas. A discussão sobre o uso dos conceitos relativos a este termo na arqueologia é abordada de forma mais intensificada a partir da década de 1960, imbuída destes conhecimentos e das limitações estabelecidas historicamente ao termo paisagem. Paralelamente, outras ciências passam a debatê-lo a partir de diferentes prismas, considerando-o a partir da relação das pessoas com os espaços percebidos/vivenciados. Neste sentido, tem-se que a discussão entre a relação e o uso do termo paisagem na arqueologia faz parte de um processo atual e dinâmico, que pode ser melhor trabalhado e discutido visando a contribuição da arqueologia na busca da compreensão das apropriações e usos de espaços determinados ao longo do tempo.

Simpósio 4: Contribuição das Geociências aos Estudos Arqueológicos: Conceitos e Métodos
Coordenadores:
-MSc. Ismael da Silva Raupp.
-Dr. Marcus Vinícius Beber.
Resumo:
A Arqueologia, enquanto ciência interdisciplinar, tem agregado, desde o fim do século passado, contribuições de diferentes áreas do conhecimento: Geografia, Zoologia, História, entre tantas outras. Nesse sentido, a interface entre Arqueologia e as Geociências tem produzido resultados bastante produtivos e de elevada significância no estudo dos sítios arqueológicos. Historicamente, as Geociências, entendidas no seu significado mais amplo, são parceiras de longa data da Arqueologia. Um bom exemplo disso é o conceito de Estratigrafia, sem contar o aporte analítico utilizado no exame das indústrias líticas, cerâmicas, nos padrões de assentamento, apropriação, dispersão de populações, estratégias de exploração dos ambientes e a contribuição para a compreensão do modo de vida das populações do passado. Atualmente, o uso dos métodos geofísicos, largamente usados no campo das Geociências, tem apresentado resultados bastante promissores para o campo da Arqueologia, ainda queas experiências sejam poucas e limitadas a estudos pontuais. Tais métodos trazem novos e significativos dados aos estudos arqueológicos, ampliando o conhecimento produzido e gerando uma mínima perturbação aos sítios por não serem destrutivos. Através do entrecruzamento de conceitos evolutivos da geomorfologia dos ambientes e de dados obtidos pelas pesquisas arqueológicas, é possível compor uma perspectiva geoarqueológica e paleoambiental que auxiliará na identificação das características ambientais presentes nas áreas ocupadas pelos grupos pretéritos.
Assim, esse simpósio se propõe a ser um espaço para a reflexão e o intercâmbio de experiências sobre a utilização dos conceitos e/ou ferramentas das Ciências da Terra, especialmente à aplicação de métodos geofísicos e suas possibilidades de utilização nos estudos arqueológicos no Brasil.

Simpósio 8: Patrimônio arqueológico e ambiental em unidades de conservação – perspectivas interdisciplinares
Coordenadoras:
-Dr.ª Dione da Rocha Bandeira.
-Dr.ª Mariluci Neis Carelli.
-MSc. Rosane Patrícia Fernandes.
Resumo:
É crescente o número de áreas que se tornam Unidades de Conservação no Sul do Brasil. Estes locais são constituídos de elementos tais como animais, plantas, corpos d’água, formações geológicas, remanescentes de antigas ocupações humanas pré-coloniais e históricas entre outros, que fazem parte do Patrimônio Ambiental e Arqueológico e estão sob a responsabilidade de órgãos ambientais. Os grupos humanos vivem em seu entorno ou no seu interior, no caso das áreas de uso sustentável. Por suas características são excelentes objetos de estudos interdisciplinares. Há uma vasta legislação que atua nestas unidades, no entanto, constata-se que muitas sofrem problemas de conservação, ausência
de instrumentos legais de gestão, ou inadequação, tensões oriundas de conflitos de interesses imobiliários, de comunidades locais, de usos impróprios etc. Por outro lado, há recentes estudos tratando, a partir de diferentes perspectivas teóricas e metodológicas, o patrimônio cultural situado nas Unidades de Conservação. Alguns estudos abordam estes espaços a luz das representações de grupos locais, outros a gestão praticada pelos órgãos responsáveis e ainda estudos que pesquisam o patrimônio arqueológico. Atualmente, frente a este cenário, tem-se como maior desafio das gestões das UCs, a adequação de políticas públicas, viabilização de programas de intervenções e Planos de Manejos que garantam os objetivos de preservação dos patrimônios, pelos quais estes espaços foram
criados. O simpósio tem como proposta reunir alguns destes pesquisadores para uma análise crítica da situação atual do patrimônio cultural em unidades de conservação no sul do país.

Simpósio 10: Zooarqueologia: interfaces disciplinares, aspectos metodológicos e estudos de caso
Coordenadores:
-Dr. Marcus Vinícius Beber.
-Ba. Suliano Ferrasso.
-Dr.ª Dione da Rocha Bandeira.
-Dr. Cláudio Ricken.
Resumo:
O resgate de vestígios faunísticos, provenientes de sítios arqueológicos culminou com o surgimento de uma nova disciplina dentro da Arqueologia, a Zooarqueologia. Este campo de estudo vem se desenvolvendo no cenário mundial, estando consolidado em seus aspectos metodológicos e práticos em diversos países da América do Sul. A análise destes remanescentes representa considerável potencial informativo e interpretativo para o entendimento de padrões de assentamento, exploração de ambientes, e toda a gama de características relativas à adaptação cultural de antigas populações. Para isso, concorrem conhecimentos de diversas áreas, tais como a antropologia, zoologia, paleontologia e ecologia, imprescindíveis na abordagem e interpretação deste tipo de vestígio. No cenário nacional esta disciplina vem se desenvolvendo de forma gradativa desde meados da década de 1970 até a atualidade. Ao longo desta trajetória, desde os pioneiros estudos até os trabalhos mais recentes, foram incorporados e aprimorados os métodos e técnicas, sempre atualizando as metodologias no tratamento deste tipo de remanescente. Sob esta perspectiva propomos a exposição de trabalhos versando sobre métodos de análise, interpretação e estudos sobre remanescentes faunísticos. O principal objetivo é buscar, por meio das comunicações, o diálogo e a interação entre os pesquisadores visando a permuta de informações relacionadas a novas técnicas de resgate e análise e a consolidação de uma rede de estudos para a Zooarqueologia no sul do Brasil.

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